junto ao mar

sento-me no banco de pedra
aquele que fica virado para o mar
que me acompanha quando estou sozinho
que me obriga a olhar.

vejo simplesmente as ondas que desenrolam
a areia que é levada
numa renovação constante
a lembrar a vida que passa
porque a nossa vida é assim mesmo
uma folha caída
uma nova que nasce.
 
deixei-me levar por momentos
por este poço que é o mar
por um azul ilusão
por este espelho real.
 
o meu banco aconselha-me
fecho os olhos por instantes
ouço apenas o grito da água
aquele bater e misturar na areia.

abro de novo o olhar
e tudo parece diferente
o mar transformou-se em nada
porque a minha imaginação desvaneceu-se
lembrando que o que me prendia
não era o mar
mas aquela pedra que nos faz sentar, imaginar, lembrar e a olhar. 

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